sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Álbuns históricos: What Up Dog (1988)




Existem alguns momentos na vida de quem gosta de música que surge um álbum que é bom do início ao fim, um álbum que não há falhas. Eu tive a felicidade de encontrar vários assim(ou que chegaram muito perto disso), como The Stranger de Billy Joel, Bat out of Hell de Meat Loaf e alguns que chegaram muito perto como Tapestry de Carole King e Songs From The West Coast de Elton John. O álbum do qual falarei hoje faz parte dessa relação e é talvez da banda menos conhecida entre todos o que citei acima.

Was (Not Was) é uma banda de Detroit que surgiu na década de 80 fundada pelos irmãos de palco Don e David Was, o grupo mistura vários estilos diferentes, o mais adequado pra defini-los seria art-funk. O album com maior sucesso de vendas é What Up Dog, mas antes dele eles já faziam sucesso com músicas mais voltadas pro lado dance, como Tell Me That I'm Dreaming e Wheel Me Out. Mas vamos falar das músicas desse álbum, uma de cada vez.

A primeira canção, Somewhere in America There's a Street Named After My Dad, fala sobre a desilusão de morar nos Estados Unidos e o sonho de se sentir em casa. Bruce Springsteen elogiou essa música publicamente na época. Logo após vem um dos pontos altos do disco: Spy In The House Of Love. Funk da melhor qualidade, desde o solo de sax no começo até o baixo de Don Was. Foi #16 na Billboard e inspirou Steve Winwood a regrava-la com outra letra em 1997.

A próxima música é o fim de uma saga. Out Come The Freaks tem 3 versões diferentes, a versão frenética de 1981(canção inicial do primeiro album), a versão mais lenta de 1983, e a versão mais pop das 3, a de 1987. Todas as três tem em comum o ritmo(embora em estilos diferentes) e o refrão "woodwork squeaks, out come the freaks". A letra muda de uma música pra outra, assim como o nome da música. O nome verdadeiro da versão desse album é (Stuck Inside of Detroit With The) Out Come The Freaks (Again). Sobre o que é a música? Gente maluca e suas histórias. A versão de 87 cita Trotsky, Che Guevara e John Coltrane.

A música seguinte é Earth to Dorris, um dos monólogos do David Was que são característicos da banda.



Depois dela vem uma daquelas baladas típicas de Antena 1, Good Times ou qualquer algo romântico nesse estilo, Love Can Be Bad Luck. E então volta a uma múisca dançante com Boys Gone Crazy. Em seguida vem a música que na minha opinião e a melhor do album, 11 MPH. As versões ao vivo não são tão boas comparadas com a de estúdio porque ficam mais rápidas. O ritmo da original é perfeito, com destaque pro solo de gaita de David Was no meio da música. E não se vê por aí muita músicas falando do assassinato de Kennedy por aí.

A música tema, What Up Dog, é parecida com Earth to Dorris, tem uma letra nonsense no começo e depois um monólogo, que fica melhor quando ressaltado pelo clip feito pra musica. Anything Can Happen é uma das melhores músicas do album, poderia ter virado hit tranquilamente. Robot Girl é uma excelente musica dance que  fez bastante sucesso nas pistas europeias ne época e ainda é tocada nos shows da banda.

E então surge Wedding Vows in Vegas, com Frank Sinatra Jr. cantando. Música incrível, cantou igual ao pai. E a letra também é excelente. Letra excelente também tem Anytime Lisa, outra balada, talvez até mais bonita que Wedding Vows.

E chegamos ao maior hit do album. Uma música que não é tão estranha pra alguns de vocês, lembram do filme Super Mario Bros, de 1993, aquele que quase todo mundo não gostou muito? Se vocês lembram, certamente essa música acabou grudando na sua cabeça. Walk The Dinosaur encaixou perfeitamente no conceito do filme e a versão da lenda do funk George Clinton é ótima, mas a original é insuperável com sua coreografia fácilde ser feita e o falatório sem sentido no meio da música("Elvis landed in a rock-rock-rocket ship, healed a couple of lepers and then disappeared. But where was his beard?"). Foi gravada pelo Clinton, depois por Queen Latifah quando saiu A Era do Gelo 3(mas evitem ouvir essa versão) e o refrão é um bom meme do 4chan. 



Mantendo o ritmo acelerado vem em seguida Can't Turn You Loose, que vocês devem se lembrar quando assistem Blues Brothers, só que aqui ela é cantada. Então vem a última balada do album, Shadow and Jimmy, uma parceria com Elvis Costello. A última música é Dad I'm In Jail, um monólogo que é um favorito entre os fãs e sempre é feito durante os shows no meio de I Feel Better Than James Brown ou antes de Carry Me Back To Old Morocco.



É um excelente album, recomendo a todos ouvirem, é fácil de achar pra baixar, não sei se tem pra comprar, aqui no Brasil não tem como achar CDs a não ser a um preço alto de sites de importação. Ou então pela Amazon ou o eBay. Eu achei esses dias no Mercado Livre o LP por um preço bom e pretendo comprar pra botar numa moldura e pendurar no meu quarto, isso deve explicar o quanto bom eu acho esse disco.

Jackal (que depois de muita busca achou um cd de greatest hits bom e num preço razoável no eBay, 11 dólares)

domingo, 17 de junho de 2012

Analisando trilhas sonoras: Sonic CD




Sonic CD, um clássico da SEGA, ainda que obscuro pelas maneiras que foi lançado(o fiasco MEGA CD, depois pra PC e uma década depois no Sonic Gems Collection), é um dos mais celebrados pelos fãs até hoje. Eu já falei sobre o jogo no meu blog faz um tempo, mas voltarei ao assunto pois há algo curioso e que causa discussões até hoje: a trilha sonora.
Por algum motivo que desconheço há duas trilhas sonoras pro jogo: uma japonesa/européia e uma americana. O que mais se vê em certos lugares do Youtube são discussões  sobre qual trilha sonora é melhor. Eu estive falando com a jovem Cacaut sobre as trilhas e nossas preferências são diferentes, então resolvi me mexer e botar minha contribuição nesse debate. Eu defenderei a versão americana(composta por Spencer Nielsen) e Cacaut defenderá a versão japonesa.
O jogo tem como característica principal as viagens no tempo,  há o presente, o passado, o futuro bom e o futuro ruim. Quatro músicas por fase, sete se juntar as duas versões(a música do passado é a mesma pros dois, a japonesa).

Palmtree Panic

Palmtree Panic  é aquela primeira fase clássica de Sonic com um lugar todo ensolarado  cheio de palmeiras e que geralmente consagra músicas(vide Green Hill Zone). O Present US tem uma música que tem um ritmo perfeito pra fase,  tem guitarra, mas não é aquela guitarra enjoada de quando o Sonic ficou 3D, e a percussão é ótima, combina bem mais que a versão japonesa, embora ela também tenha muitos méritos(principalmente pelo piano).  O Past é talvez a que mais combine de todas, ficou uma bossa nova que deu certo.  Em ambos os futuros a versão americana deixa um pouco a desejar e perde pra japonesa,  Spencer Nielsen manteve a percussão campeã do Present, mas o resto ficou fraco, a BadFuture US chega a ser um pouco melhor que a Good Future US e até combina mais com a fase arrasada do que a versão caótica( e boa) do Bad Future JP. E como a Good Future JP é uma versão da Present JP com  um Elton John louco de pó(ouçam o solo e vejam esse vídeo a partir de 3:10, a loucura e caos são bem semelhantes ), a versão americana não consegue nem chegar perto.  A versão japonesa tem até um excelente remix na OC Remix, mas ao menos a versão americana tem ao menos duas músicas de regulares pra ótimas, algo decente.

Uma versão só com o piano de Palmtree


Collision Chaos

Collision Chaos é fase que é um pinball que parece estar em construção. É a fase onde Amy Rose é seqüestrada, mas isso não é importante. A Present US é excelente, até por parecer despretensiosa, é simples de se ouvir e boa pra se andar pela fase,  a Present JP pode até ser boa, mais movimentada e tal(e ter proporcionado um dos melhores mash-ups com o tema de Fresh Prince of Bel-Air), mas a Past é bem melhor e mais viciante.  Nos futuros a coisa fica mais complicada, A Bad Future JP é boa, até foi remixada pra um jogo recente de DS do Sonic, mas pro tom triste e caótico do futuro ruim(único momento em que essa fase fica difícil) a Bad Future US vence. Já no Good Future, Nielsen até consegue fazer uma ótima música, com destaque pra guitarras, mas o Good Future JP fez um música clássica, viciante desde o começo e que combina mais com o bom futuro, a música é tão boa que ganhou dois remixes no OC que são quase tão bons quanto a música original.

Collision Chaos - Past


Tidal Tempest

Fase aquática, apesar disso não é tão complicada. A melhor música de toda a versão americana é a Present US dessa fase. É  algo que me faz mexer a cabeça involuntariamente e esse coro é a cereja no bolo. E rendeu o melhor mash-up de todos. Cacaut falou sobre a Present JP, mas ela demora pra emplacar, embora seja boa. A Past chega direto ao ponto bem mais rápido. Nos futuros, a escolha fica complicada no Bad Future,  a Bad Future JP é movimentada e angustiante, mas me lembra música de chefe de Crash Bandicoot, Bad Future US é algo triste, lugar destruído , toda a vida morta, água suja, o coro não está feliz, combina mais. No Good Future o groovy ganha do meloso, Good Future JP é inferior no geral, enquanto Good Future US é uma ótima música, na qual viciei desde a demonstração do jogo. Aqui é talvez a maior vitória do jogo pra Spencer Nielsen.


Um dos melhores remixes relacionados a Sonic CD

Quartz Quadrant

Quartz Quadrant é uma fase de mineração, meio apertada em algumas partes e com robôs que merecem uma atenção diferenciada. O Present US é inteiro de guitarra, o que dá certo e faz com que seja melhor que o Present JP, que é mais elaborado, mas demora um pouco pra chegar na parte boa(18 segundos). O Past é excelente e diferente do resto das outras versões dessa fase. Até chega a ser a melhor música da fase. Os futuros são meio fracos, o Good Future US tem como mérito o coro cantando a mesma coisa sem sentido que canta em Wacky Workbench, mas o Good Future JP é uma versão mais suave e até com violino(!) da Present, é a melhor. A verdade é que os futures da versão americana são iguais na abertura, o que faz perder pontos comigo. O Bad Future US  tem o coro gemendo e com uma guitarra que salva a música de ser vazia.

Contra Robotnik em Quartz Quadrant


Wacky Workbench

Uma fase traiçoeira e complicada até pra quem joga regularmente. Present US é uma das melhores músicas do jogo, a guitarra e o coro dão show. Entretanto, Present JP combina mais com a fase com seu Eurodance japonês. A verdade é que excetuando a Good Future, todas as japonesas dessa fase tem material que se algum DJ da época tivesse remixado virava hit, isso na mão de Technotronic  era #1. A Past dessa fase é a segunda melhor do jogo. Nos futures a versão americana perde nas duas, sendo que a Good Future US ainda é razoável.  Curiosamente a Bad Future JP faz referência à Good Future JP.

Um remix geral de Wacky Workbench

Stardust Speedway

A fase é bonita de ser ver, boa de se correr e emblemática pelo duelo com Metal Sonic. É aí que a versão japonesa começa a abusar de usar rap, o pior é que funciona , ao menos nessa fase. O Present JP vence a boa música do Present US sem maiores contestações. A Past é Eurodance puro, a começar pelo YEAH longo no começo da música, tentaram fazer algo melhor na OC Remix e não chegaram nem perto, é a melhor Past do jogo, só uns raps melhorariam ainda mais a música. Nos Futures a situação é interessante,  pois o critério muda, a questão é ver qual música é a melhor pra correr contra Metal Sonic, uma corrida caótica e preocupante , especialmente pra quem está fazendo isso pela primeira vez.  A Bad Future JP é a melhor pra essa corrida, as duas americanas não deixam a desejar, só a Good Future JP deixa a desejar nesse aspecto.

O exemplo mais gritante de Bad Future em Stardust Speedway

E os duelos com Metal Sonic: 1993 e 2012 


Metallic Madness

Uma fase longa, enjoada e nojenta , do jeito que uma última fase deve ser. É aí que o abuso de rap na versão japonesa fica meio sem sentido, ainda que a Present JP seja excelente. a Present US vence por combinar mais, é uma música que vai te cansar a mente e te induzir ao erro, principalmente se você tiver passado por todas as fases direto e já estiver começando a cansar. A Past é mais tranqüila, mas agitada, ainda passa a impressão que as coisas estão sérias e há algo a ser feito. O BadFuture US é melhor que o Bad Future JP por apostar em algo mais simples, a versão japonesa abusa do rap e isso estraga um pouquinho.  Na Good Future a versão americana leva essa, a Good Future JP tem um problema: é muito doce pra aquele momento do jogo. Última fase do jogo, única fase desse jogo onde se pode cair facilmente num poço sem fundo, momentos de tensão, a música fica deslocada, nesse caso a Good Future US vence.



Extras

A música japonesa pra enfrentar o Robotnik é incompreensível, de acordo com a Wikipedia foi inspirada em George Clinton, mas não combinou nem um pouco. A americana é mais sombria, com uma risada boa pra assustar criança. Entretanto a Final Fever japonesa(a versão japonesa teve música específica pro último chefe, a versão americana repetiu a canção) é respeitável. Em músicas menores como do tênis de velocidade e de passar de fase a versão americana também vence, nem tem o que discutir.
O problema é nas músicas de abertura/ encerramento. You Can Do Anything é frenética e excelente, mas acho que SonicBoom combina mais pra abertura, embora eu lamente o fato de não haver uma versão de 3 minutos de Sonic Boom que nem tem na versão de encerramento nem ao vivo, o máximo que fizeram foi uma versão comemorativa pra um cd comemorativo com a eterna Crush 40. Cosmic Eternity é boa de se ouvir andando na rua, mas não combina tanto com o final, a versão lenta de Sonic Boom vence. Claro que há o final corrigido da versão de 2011, com os efeitos sonoros certos e com uma Cosmic Eternity instrumental e remasterizada, mas vamos nos ater ao original aqui.


Em breve Cacaut aparecerá por aqui e defenderá a trilha sonora japonesa, enquanto isso, aproveitem a música.


Jackal(O post ficou meio longo, mas pra próximos posts dividirei em partes. O próximo post longo também é sobre música, voltarei a analisar uma discografia, mas ainda vai levar um tempo.

Destruindo a diversão aos poucos.



A patrulha do politicamente correto é uma praga que tá aí desde algum momento da década de 90, foi necessária em alguns momentos, mas no geral só rendeu momentos pífios, onde coisas que gostamos estão sendo tiradas de nós com o argumento de que fazem mal(o que é verdade, mas não nos importamos), além de estar nos engessando de várias maneiras. Desde 2010 eu tento escrever algo sobre isso, mas nenhum ficou bom o bastante, o assunto é extenso. Hoje falarei sobre a mais recente tendência desse povo.


A história não é doce como essa foto


O berço de boa parte dessas palhaçadas é São Paulo, um lugar onde aparentemente tentam matar a diversão de uma maneira nova a cada dia e assim fico sem poder defender o lugar de cariocas que falam mal de lá gratuitamente(sou carioca, mas admiro o lugar, mesmo sem nunca ter pisado na terra da garoa). Toda hora sai algo de lá, confusão da USP, aquela mulher falando da "gente diferenciada", etc. A mais recente é que querem destruir a santidade das festas infantis, paraísos da comida gostosa e com gosto de infância para torna-las saudáveis. O troço é tão absurdo que vou comentar aqui partes da notícia, que está aqui em negrito e meus comentários em letra normal.


Sai a coxinha de frango, entra o muffin de abobrinha. E, no lugar do refrigerante, água aromatizada ou suco orgânico. Preocupados Paranóicos com o avanço da obesidade infantil e com a saúde das crianças, os pais têm buscado uma alimentação saudável para os filhos até no dia de comemorar o aniversário. E os bufês da capital já se adaptam à tendência.

Tudo bem, eu até entendo que a obesidade infantil é um problema crescente que o Globo Repórter não aumentou muito quando abordou o tema(diferente do que acontece com outros temas relacionados a saúde), é interessante botar uma alimentação saudável que eventualmente tenha comidas mais gostosas, embora isso não seja toda a resposta da questão. O Preocupados foi trocados por Paranóicos ali em cima porque apesar do Globo Repórter não ter aumentado tanto assim o assunto fez o bastante pra render isso. Nessa hora que faz falta uma avó pra dar salvar o neto e deixa-lo comer o que quiser, a criança já come de uma maneira controlada e justo no aniversário, quando poderia haver uma alforria de um dia, a comida é ainda pior. Eu só li o tal muffin de ABOBRINHA e estou tentando digerir faz meia hora. E nem falei do caldo de legumes, algo que deveria passar longe de um ambiente feliz de um aniversário. Mas o suco é uma boa ideia.


Para garantir a adesão às opções naturebas, vale a ajuda dos recreadores, que fazem piquenique e transformam o suco de fruta natural na poção mágica que dá superpoderes. "As mães ficam satisfeitas porque veem que os filhos comem de verdade", diz Julia. 

As crianças não são tão burras pra cair nessa tão facilmente, é mais simples que o suco é bom, elas não vão ter outras opções de bebida por lá mesmo. Melhor cortar a hipocrisia, falando nisso, como a vida é meio que movida a hipocrisia mesmo, eu seria capaz de apostar que essas mães fazem essa com os filhos e mandam ver num McDonalds pra diminuir a paranóia, devem até suspirar de alívio quando mordem o sanduíche. E então pra compensar exageram na questão da comida saudável pros filhos pra ter aquela paz na consciência que só não é tão boa quanto um Angus com um McFlurry de Ovomaltine.

Inaugurado há quatro anos, o Miniland propõe um cardápio que também agrade aos adultos. "Sou mãe e frequentava muitos bufês. O cardápio era sempre a mesma coisa", conta Simone.

Isso é incontestável, mas a mudança foi radical demais, nem os avós vão pra uma festa dos netos pra tomar sopa de legumes, isso eles podem fazer em casa.

Só uma dupla resiste ao apelo natureba das novas festinhas: bolo e brigadeiro estão garantidos em todos os cardápios - às vezes, feitos com açúcar orgânico. Outro item que pouco muda em relação aos bufês tradicionais é o preço da festa. Uma comemoração natureba para 50 pessoas pode custar cerca de R$ 5 mil.

Felizmente o povão não vai copiar isso, ao menos por enquanto. Com 5  mil reais dá pra se fazer uma festa com salgadinho, refrigerante, doces, cachorro quente e bolo pra umas 250 pessoas e ainda sobra. Eu queria ver a reação de uma tia que eu tenho que já distribui saco plástico no começo de festa infantil pros convidados pegarem doces no final e faz uns salgadinhos ótimos sobre essa notícia. Acharia que o mundo está acabando ou ficando chato, o que não deixa de ser verdade.

Mas qual seria a solução? Alternem as duas coisas, façam umas comidas saudáveis que pareçam boas a partir do nome e sejam realmente boas(algo que uma sanduíche de beterraba não é), ofereçam mais opções de comida(70% comida saudável, 30 % comida normal de festas) de uma maneira que se possa comer das duas, até porque os convidados não podem sofrer pela paranoia alimentar alheia. A ideia dos sucos é muito válida, por sua vez, só não precisa dessa palhaçada de chamar de poção mágica, as crianças estão mais espertas pra essa besteirada de recreadores.

Jackal(abaixo a abobrinha, viva a empadinha)

sábado, 16 de junho de 2012

Demência rural

No post passado falei sobre demência individual, a demência de hoje é coletiva. Eu gosto de reality shows, mas nunca acompanhei nenhuma edição de A Fazenda, no máximo via uns pedaços pra estar em sintonia com as notícias que apareciam e os surtos eventuais(Théo Becker, principalmente). É um reality já voltado para o conflito, as listas de participantes comprovam isso.

Nessa edição atual não está diferente, mas eu estou vendo um fanatismo crescer em relação a alguns participantes que é meio incompreensível. Entre outros, essa edição do programa conta com Viviane Araújo, que é bem conhecida pelo belo corpo e por ter sido casada com o pagodeiro de apelido contraditório Belo(e toda vida conturbada com ele e a atual esposa), além dos inúmeros ensaios nua(e um fato mais obscuro: ela foi semifinalista do concurso da Morena do Tchan no distante 1996 no Faustão), uma veterana. Conta também com Nicole Bahls, Musa do Brasileirão, ex-panicat, caso do Neymar, a pior Playboy de 2010(na minha opinião), conseguiu aparecer em sites gringos como o Egotastic depois de ter um lance com o Akon quando ele esteve no Brasil.,além de ter namorado o garoto propaganda nacional de Carmageddon, Thor Batista. A geração atual. É o encontro da geração atual com a geração '96 (que também tem nomes como Mari Alexandre e Nana Gouvea). Também há uma representante de uma geração mais antiga ainda, Gretchen, mas ninguém deve acha-la atraente hoje em dia, principalmente depois daquele primor que foi o filme dela.

A palavra de hoje é: sensualidade

Logicamente esse encontro está rendendo caos, ódio e destruição. A ex-panicat tá arranjando conflito e atacando quase todo mundo, tendo como maior alvo a ex-RADAMÉS. Até aí, tudo bem, você já esperaria algo assim, embora eu esteja um pouco surpreso com o baixo nível que a discussão chegou em tão pouco tempo. O problema é a mobilização que isso causa na internet. Eu sigo no twitter mais de 1000 pessoas pra poder ver vários panoramas de vários assuntos, nessa semana eu comecei a notar uma guerra no twitter(é tão patético quanto o termo soa) entre fãs de Nicole e Viviane, um show de ofensas vindo de fã-clubes, fakes e algumas garotas que parecem querer seguir os passos de periguetismo das duas. Os fã-clubes por si só já são discutíveis, mas como no twitter qualquer imbecil de uma União Colírios da vida tem twitter de fãs sem fazer ou ser nada nem vou entrar tanto nesse assunto.

O que eu quero entender é porque é que tem gente tão devotada com essa discussão ao ponto de defender com unhas e dentes na internet, partindo pra ofensa, seja aos fãs da outra, seja a própria participante. O que essas pessoas ganham com isso? Estou pensando na resposta desde segunda feira e ainda não consegui decifrar o que leva as pessoas entrarem na internet pra fazer um troço assim. Porque já há um padrão, todo reality show novo fazem fã-clubes e o show de ofensas continua, as pessoas até podem se ofender, mas que arranjem uma razão decente pra isso. Eles devem saber que provavelmente não sofrerão nada juridicamente falando, aí podem soltar o verbo porque nem todo mundo é retardado como a Simony(por favor, não me processe) que processou um cara que chamou a filha dela de demônio.

 E a parte mais divertida disso tudo é que mesmo com toda essa confusão e mobilização na internet essa edição do programa(e a Record no geral) está fracassando a olhos vistos, apanhando de Ratinho e Carrossel. Mas não dá pra esperar muito de uma emissora que quer tomar o primeiro lugar mas coloca 4 horas diárias de Everybody Hates Chris na programação ao invés de tentar criar algo. Acho que nem há mais o que ser dito sobre isso, divirtam-se e evitem fazer vergonha por reality shows.

Jackal(O próximo post já está pronto e está longe desse estilo TV Fama, aguardem novidades nos próximas horas)




quarta-feira, 13 de junho de 2012

Criamos um monstro

Lembram de um post simples feito antes de um dos meus desparecimentos? Aquele com a foto da filha do Renato Gaúcho? Pois é, na época que essa foto(juntamente com outras melhores) estourou na internet se iniciou um hype em relação a ela comparável ao que existe em relação a Jessica Esteves(ex-Bom Dia & Cia, o motivo pelo qual tolerávamos Kauê na tv).
 
  Melhor que rodar a roleta e ganhar um Jogo da Vida

 Mas voltando aos Portaluppi, Renato, com todo o seu passado de pegar metade do Rio de Janeiro é extremamente ciumento com a filha, ele botou câmeras no quarto da filha, houve um tempo em que ele esperava todo o time do Grêmio jantar pra entrar com a filha na refeitório, sempre disse que ela estudaria antes de namorar e etc. Eu que sou do Rio ocasionalmente esbarrava com notícias assim. E eu até acreditava nisso, até que as fotos surgiram e se espalharam pela internet. Festa pela internet, vitória do mundo, um monte de gente já se preparando pra ir em Ipanema chamar Renato de sogrão, e com justiça, pois ela realmente é sensacional de se ver e fotos de biquini ajudam nisso.



 O problema começa a partir do momento que ela se deslumbra com a história de virar modelo largando a faculdade. Se parar pra pensar até era um caminho natural a ser tomado, o detalhe é que com o fato de ser modelo as pessoas resolveram olhar mais para o rosto dela. Não me entendam mal, ela é bonita, mas ela me lembra aquelas garotas de escola que a gente se ilude achando mais bonita do que é e só um ou dois anos depois a lente da verdade cai sobre nossos olhos e deixamos de superestimar. Mas até aí tudo bem, se levar em conta que algumas panicats são modelos e se fazem valer mais pelo corpo do que pela beleza em si. Mas a pior parte é que com todo esse endeusamento a ela acabamos valorizando o passe dela(ao menos na cabeça dela)e agora ela tá cobrando dois apartamentos do pai pra não posar nua, ela já quer botar silicone(!) e tudo mais. Lembram do Parâmetros? Então, mesma coisa, só na cabeça dela e de algumas pessoas ela vale isso tudo, mesmo tendo uma lua cheia na cara. E ela perdeu pontos com essa história de dois apartamentos, isso é demência e dá pra ver que ao menos nisso ela puxou o pai.

 Minha previsão é que em breve ela fará Paparazzo e se ela continuar em evidência nos próximos 2 anos ela descola uma Sexy. Mas você quer a verdade sobre ela? É bonita, tem um belo corpo, mas aqui no RJ tem várias melhores e olha que o RJ não é o melhor exemplo de beleza. Eu mesmo conheço algumas melhores, seja apenas em corpo, seja no conjunto da obra. Mas vamos aguardar e ver no que isso dá.

 Jackal(6 meses fora, agora é não sumir mais. Mais posts em breve)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A auto-entrevista

2012. O ano em que o mundo acabará pra muita gente(ou não). Começo esse ano com uma entrevista de mim pra mim mesmo, praticamente sem censuras, com algum tempo de atraso, já que eu devia ter feito isso antes do ano novo, mas enfim. E o entrevistado é o dono desse blog, Wenceslau Alves Nogueira Neto, um visionário, um empreendedor, um apaixonado, um maluco, um apreciador de boa música, um dos melhores jogadores da América do Sul. Uma pessoa que teve nesse ano grandes conquistas e será visto nessa entrevista praticamente sem censura analisando 2011 e suas duas décadas de sucesso na vida. Foi pdido pra que se fizessem perguntas pra ele, mas aparentemente ele não é interessante, mas ainda assim a entrevista foi feita. O entrevistador é ele mesmo, não há pessoa melhor pra esse caso. As perguntas serão em negrito e as respostas em letra normal.

Wenceslau na noite e suas admiradoras


Começamos, então. Pois bem, 2011, como foi esse ano pra você?

2011 foi um ano que se salvou por alguns acontecimentos e por algumas pessoas específicas, mas no geral foi um lixo, muito por minha causa. A preguiça que já tenho naturalmente me quebrou de novo, só pra variar. E olha que esse foi um ano de mudanças, um ano histórico, se levar em conta algumas coisas que aconteceram.

Dê exemplos, se não me engano você chegou a ir em choppada esse ano...

(interrompe) Choppada e outra festa específica, a La Noche. Levei 3 anos pra ir numa choppada ou numa festa em uma boate, isso se levar em consideração apenas o tempo de faculdade. Sempre tive a curiosidade pra ver como era, resolvi porque era melhor do que ficar em casa vendo se tinha alguém on no chat do Facebook e dormir.

Sim, mas no fim das contas você foi lá pra tentar a sorte, não?

Até onde sei, ninguém vai lá só pra dançar. Eu tinha algumas pessoas em vista, saber que algumas delas iriam seria só um estímulo. Levando em conta que ultimamente eu cheguei a fazer aula de dança e ir na Bola de Neve por causa de alguém que eu gostava, isso seria o de menos. Mas o problema é que eu não sei abordar as pessoas em lugares assim. A primeira experiência foi numa choppada depois da aula, na quadra da Leões de Nova Iguaçu. O povo ficava lá dançando, as luzes piscavam, a música era alta(mas isso foi fácil de se acostumar), pra me ambientar levou um tempo. Eu rondei um pouco pra ver quem estava, daí que eu vejo uma garota que eu tava de olho, primeira vez que eu a vejo o dia todo, ela tava com um grupinho de amigas e quando eu cheguei a meio metro de onde ela estava, ela me viu e se abaixou escondendo. Por mais que tenham dito pra mim tempos depois que não era isso, eu duvido e ainda não esqueci disso. Como eu sou trouxa, ainda falo com ela e não desisti. Não vou falar quem é, até pra preservar identidades, etc, mas não é de Turismo.

Qual foi a maior lição que você tirou das duas festas?

Que não sei dançar. Eu só fazia vergonha por dançar mal. E que timing é importante pra evitar ver alguém que você tá de olho aos beijos com um qualquer. E também que não devo aceitar perguntas ruins, especialmente quando são pro Gil Brother.

E isso nos leva a Gil Brother, como é o cara ao vivo?

Eu gostei da apresentação dele, o problema foi mais pelo fato do local ser um ovo e por isso a interação não ser a ideal, mas no geral foi ok. O cara é maneiro, ficou recepcionando o pessoal na entrada do evento, ficou desenrolando com duas garotas de Turismo e quebrou o óculos escuros enquanto dançava break. Ele me deu um esporro na hora de fazer minha pergunta, mas a pergunta era um lixo, nem foi tão ruim. Só queria não ter feito a pergunta, mas ficaram gritando o meu nome, deu nisso.

Wenceslau meets Gil Brother


Te parece sua popularidade na Rural aumentou esse ano?

Eu não entro muito nessa questão porque podem me achar metido ou algo do gênero. O que acontece é que eu me esforço pra conhecer muita gente, seja no meu próprio curso, seja em outros. Eu gosto da presença das pessoas e de ouvi-las, e conhece-las. 2011 foi bem frutífero nesse aspecto, apesar de eu ter tomado algumas decisões e feito algumas coisas que deixaram o pessoal reclamando. Em especial as duas eleições e o caso da caixa de som. Mas valeu por conhecer gente nova de Turismo e gente de outros cursos, como o atual terceiro período de História, Beatriz e Monique, Patrícia(a de Matemática), Thaiane...

As eleições te causaram problemas, não?

A primeira muito porque eu não sei calar a boca. Minutos depois dos resultados eu falo que entrei na chapa pra conseguir experiência e ano que vem abrir minha própria chapa. Eu não menti, o problema é que isso não caiu muito bem, até porque minha chapa perdeu. Não houveram grandes perdas, só uma desconfiança. Já a segunda eleição foi uma na qual eu não acreditava num resultado positivo e fui surpreendido. Deu merda porque eu entrei numa chapa contrária à do pessoal de Turismo, e sem ser de propósito, houve gente chiando por um tempo. No fim a profecia foi cumprida por acaso. Agora é trabalhar duro, uma vez que a eleição que ganhei foi a do DCE. E olha que pensei muito antes de entrar nessa chapa.

Alguém que mereça um destaque nesse ano?

Bastante gente, mas como eu já me detalhei no Facebook antes do ano acabar falarei de algumas pessoas em especial. Rafael Schneider é um maluco que contra todas as possibilidades veio parar no Rio sem ter lugar pra morar, a sorte é que o pessoal o adotou e hoje ele é quase um carioca, apesar de ser paulista. Um dos melhores amigos que fiz em muito tempo. Da turma dele vale destacar também Marina, excelente pessoa, junto com o Schneider uma das melhores confidentes desse ano. Mas se for falar da melhor confidente desse ano, uma grande pessoa, essa é Isabelle Macário, que apesar de ser um espetáculo de bonita não acredita que seja. As melhores conversas do ano foram com ela, especialmente a pós-La Noche. Uma pessoa que devo mencionar, até porque esqueci de desejar Feliz Natal e todo o resto, é a Julie, a quem aproveito o momento pra agradecer por 2011. Gente assim fez o ano valer a pena.

Mudando de assunto, mas nem tanto, esse ano foi histórico no aspecto amoroso, apesar de ter sido uma embriaguez de fracasso...

Porra, o ano não foi essa merda toda não! Eu tentei valentemente o ano todo, consegui quebrar algumas barreiras que me prendiam fazia tempo, claro que não adiantou muito no fim das contas, mas tou melhorando. Tipo, quando você perde o BV e a galera comemora como se fosse gol do Brasil não tem como o ano ser um fracasso completo. E a história de como aconteceu é boa. Mas de resto foram tentativas e fracassos, alguns já oficializados e outros adiados pra esse ano. O legal é que gente próxima a mim me chamou a atenção num dado momento do ano porque eu só me interessava por gostosas. O negócio é que todo mundo fala pra eu esquecer nisso e pensar em outras coisas, e eu tento, mas é uma merda ficar sozinho, aí eu fico decidido a tomar uma atitude. E tem uns imbecis que tem que se dar conta de que eu não irei num puteiro, por mais que eles insistam pra que eu vá.

Saindo da faculdade, e a vida como foi?

O ano foi um pouco mais conflituoso que o normal com meu pai, com minha mãe foi ok. Felizmente há a internet pra poder relaxar e falar com gente que já se tornou indispensável pro meu dia a dia. Sem falar nos velhos amigos, que são sempre bons de se ver na rua e visitar nas férias(ou até em dias normais, se o amigo em questão for o Douglas). Eu sinto falta dos velhos tempos, embora esse ano tenha tido muitos bons momentos. Encerrei o ciclo com o Equipe, agora que a turma da Caróu terminou o colégio não volto mais, exceto talvez em festa junina. Aliás, a formatura deles foi fantástica. Escrevi cartas em um ritmo alucinado no último ano e no começo desse. Mas disso falaremos mais com calma daqui a pouco.Fui no Rock in Rio, mas já contei tudo aqui. O que se vale destacar é o dia seguinte a isso, onde pela primeira vez eu conheci gente que só tinha visto pela internet. A Dely seria a primeira, mas não esperei o bastante e fui para o Nobre in Rio, onde conheci muita gente com quem falava via players ou twitter, foi um dos melhores momentos do ano. Depois de lá eu ainda tentei voltar pra Cidade do Rock pra ver se eu a achava na saída, mas depois d 36 horas sem dormir acabei cochilando no ônibus e fui parar na Alvorada.

O fim de um ciclo histórico.


Foram 32 cartas em 29 dias, é preciso muita disposição pra tanto?

Porra, eu vejo os números e nem acredito. Eu tenho um caderninho que atualmente acredito ter 8 nomes de pessoas para as quais eu escrevo regularmente(13 endereços, pois algumas se mudaram). Todo ano eu planejo escrever cartas de fim de ano pra um monte de gente, daí que esse ano eu tava embalado escrevendo e resolvi escrever pra algumas pessoas na faculdade, o que me fez aumentar o ritmo. A sorte é que não é muito difícil escrever carta de ano novo, o problema é que algumas partes ficam repetitivas, ao menon inovei em algumas cartas, como na da Dely e na da Uanylla. Sem falar que tem que botar uma caixa de Natal nessa conta. Então depois do Natal invento que vou entrar de férias, mas aí eu consigo um endereço novo antes do ano acabar e me mandaram uma carta, que respondi imediatamente. Então escrevi a do aniversário da Chélida, no dia seguinte tive problemas por aqui e escrevi mais 6 cartas. As férias são uma farsa.

Quem você destaca nesse ano?

É meio injusto fazer isso, mas seria ainda mais deixar de falar de alguns nomes: Jacqueline, a primeira de todas. Dely e suas desventuras e os desencontros(inclusive comigo). Julia, uma das melhores que conheci em 2011 e ótima pra falar ao telefone. Nadja, que retornou triunfalmente e agora mora mais perto daqui. Catarina Brainer, que finalmente tá numa cidade decente. Ully, a qual acompanhei suas desventuras pra acordar cedo pro curso e me recomendou A Day To Remember. Chélida, futura escritora de sucesso. Dona Nina Barcelos e a vida mais escalafobética que alguém pode ter. E claro, Uanylla, alguém que apareceu do nada, deu um trabalho gigante pra conseguir escrever uma carta, mas recebeu a maior carta já escrita por mim na história e é uma pessoa muito querida. Falei só do pessoal que mando cartas, tem mais gente. No twitter dá pra destacar Nobre, Keshi, Hugo, Mauricio Klaser e todo o pessoal genial que ele dá RT e eu acabo seguindo. O Klaser, aliás, merecia um prêmio pela criatividade, ele cria o Indie ou Sertanejo e ainda cria o Roque Verdade. Quando eu li os textos dali pela primeira vez eu fiquei fascinado, viciado e sem mais nenhuma motivação de escrever aqui por um mês. Vale falar também de Thaysa, que conheci por acaso e mais por acaso ainda descobri que é prima duma amiga minha. Eu a confortei numa situação ruim recente.

Você é feliz?

Bem menos do que se imagina. A verdade é que atualmente tou perdendo a disposição, começo de ano nunca rende algo bom, eu fico preso aqui, seja vendendo fogos, seja num evento com meu pai ou até mesmo vendendo espumas de carnaval. Queria estar viajando sozinho pra poder clarear a cabeça e ver gente nova, sem falar que tem muita gente que conheço daqui que quero ver ao vivo. Bati na trave ano passado com a Dely, mas esse ano será diferente. O que me deixa feliz esses dias é encontrar os aigos, falar com eles, as conversas por telefone com a Julia, escrever cartas, ver fotos de determinadas pessoas. As jogatinas com o pessoal do Equipe também me alegram bastante. Mas o que mais me alegra é ver gente respondendo minhas cartas, algo que nem acreditava mais que fosse acontecer. Especialmente a primeira, da Jacqueline, pelas circunstâncias. O aniversário tinha acabado de ser cancelado, eram 7 da manhã, 17 de novembro e precisava falar com alguém sobre isso. Acabei a acordando, e ela ficou bem preocupada(ela viria pro aniversário) quando falei, nunca vou esquecer dela falando "mas... são as Duas Décadas de Sucesso". No mesmo dia ela escreveu a carta, que chegou dia 22. Esse tipo de coisa me faz parecer legal pra cacete, mas eu me acho chato em boa parte do tempo, o que me preocupa.

Especificamente em quais casos?

Eu tenho medo de quando eu encontrar esse povo com o qual eu falo há 5 anos, tipo Jacqueline ou Dely, eu faça alguma merda que jogue todos esses anos pelo ralo, o que é bem a minha cara. Até levantei a questão meses atrás quando a Jacque tava quase vindo pra cá, quando falei com a Dely sobre isso ela falou que daria na minha cara de tão estúpido que foi, então deixei pra lá.

Falemos de música, nas festas que você foi esse ano você pôde ter um panorama das músicas atuais, o que achou?

Coisas como Michel Teló, aquele nego do tchereretche-tche-tche são uma diarreia mental. A situação tá bem ruim, mas nas festas eu me recusava a dançar sertanejo universitário, quem escuta essa merda e gosta tem mais é que se fuder. Douglas escuta, mas ele é um caso perdido, não dá pra esperar nada de bom dele.

A verdade é que além dese povo com esse gosto peculiar, ainda tem esses ratos de esgoto que escutam Los Hermanos, e tou falando isso mesmo com amigos meus ouvindo essa porcaria. A pior coisa do ano foi ver nego compartilhando foto falando que vai no show deles esse ano. De gente como a Elaine eu já esperava porque ela é pseudo-cult pra cacete, até desisti de tentar entender. Aliás, Coldplay é outra que até fiquei azucrinando os fãs durante o show do Rock in Rio, ao menos teve gente que me apoiou e descobri o bom gosto musical de quem não esperava. Mas voltando às músicas atuais que ouvi em festas, eu consigo respeitar o funk, diferente dos cultões que conheço, eu até dancei esse ano(muito mal, é verdade). Só queria que o Eurodance voltasse à moda, melhor que a música eletrônica que ouvi ao longo do ano.

O que mais ouviu esse ano?

Billy Joel, embora eu tenha ouvido menos no final do ano, voltei a ouvir mais Elton John, especialmente depois que comprei a biografia e pude ter uma noção dos álbuns e começar a baixar, redescobri Frank Zappa, passei a ouvir mais Meat Loaf, toemi vergonha na cara e baixei Burt Bacharach e 2 Unlimited. No momento estou viciado em Heartache All Over The World, de Elton John, do álbum Leather Jackets, que ele considera o pior e os fãs também. Aliás, os fãs dele que tenho encontrado pela internet é gente que certamente apanhava na escola, porque pra ser chato daquele jeito... só nego esnobe que acha que tá certa sobre os albuns e acha que a opinião do Elton é maior que a biblia, até me faz evitar alguns tumblrs. E sempre acabo assistindo esse primor:



Alias, vale a pena dar uma olhada no meu Last.fm pra entender porque eu tenho tanto Benito di Paula e Massacration na mesma lista.

Alguma grande decepção com alguém esse ano?

Normalmente eu sei quais as pessoas com quem não falo muito e não mexo tanto assim, até porque não tenho mais a paciência e a boa vontade de antes, mas eu convivo bem com todos. Entretanto, tem alguém, que eu amei, que eu já vi chorar no meu ombro por causa de ficante, alguém que vi idas e vindas. Essa pessoa tá pedindo pra que todo mundo que goste dela a abandone. Não vou falar quem é pra preservar a identidade e pra ver se ela toma vergonha na cara e para de fazer merda e sossega, que ninguém tá levando ela a sério. Quero aproveitar o espaço pra declarar que esse ano eu resolverei o imbróglio que já dura anos com Camila Iquiene, seja com a a ajuda da Jacqueline ou não, até porque já fazem 6 anos, tá na hora de aparar as arestas, tou ficando velho, essa história ainda me perturba e tou querendo ter uma vida simples em 2012.

Fala qualquer merda aí que vou encerrar a entrevista.

Ficar velho é uma merda, mas as lembranças compensam. Lembrar que eu era a pessoa mais sensata e madura do antigo Quarteto deixa um gosto bom até hoje, até pela maneira que eles se separaram. E é notável ver que alguns deles não aprenderam nada. As vezes eu penso que fui o único com boas lembranças daquele povo, sim, já vão fazer 4 anos, mas aqueles tempos foram os melhores. Também é uma merda ficar velho porque um monte de gente que era gorda antigamente emagreceu e enquanto isso eu tou marcando bobeira, tenho que tomar uma atitude. Já que tou aqui, quero avisar que pretendo postar mais nesse ano do que no ano passado, ao menos não abandonar o blog como eu fiz de novo. Aguardem novidades. E pretendo achar Graziella Gallotti, nem que eu tenha que ir pra Brasília pra isso. E essa entrevista provavelmente vai ficar ridícula, mas achei a ideia boa e precisava fazer, peço desculpas desde já pra quem não gostar.

Temos perguntas de internautas, a primeira é de Vinny Rox, que pergunta: "Quantas vezes você se masturba por semana?"

Não vou responder essa merda. Próxima pergunta.

A última pergunta é de Jacqueline Muniz, que pergunta: "Quantas vezes você se masturba por semana?"

(para pra pensar por um longo tempo) Não tenho como responder essa pergunta, nunca parei pra contar. Essa é uma boa pergunta, me fez refletir. Adeus.

Observando a vida e vendo aonde se encaixar.

sábado, 8 de outubro de 2011

Malhação?

Antes de tudo, gostaria de agradecer o convite do meu amigo Wences de dividir esse espaço com ele. 






Quando se fala de "Malhação" qual é a primeira coisa que passa na sua cabeça? Novela chata e ruim.
Essa série/novela que já está no ar há 16 anos, causa opiniões muito divergentes. Uns acham uma ótima novela, outros acham que a Globo deve ter um pacto com o criador dessa merda obra, porque até hoje não a cancelou.
Na minha humilde opinião, Malhação não é "uma escola de atores" como muitos alguns dizem; Não é inovadora a cada temporada, não é boa, não é sequer razoável. É PÉSSIMA.
O nome da trama é "Malhação" e não tem UMA academia há no mínimo 8 anos.
Desde que me entendo por gente, os adultos ao meu redor sempre disseram: "Essa novelinha só ensina besteira para as crianças. Ensinam as crianças a  fazerem sexo sem camisinha, sexo casual, sexo na adolescência, responder os pais, abortar, etc" ... Sinceramente? Vocês podem me considerar uma velha - apesar dos meus 18 anos - , mas eu concordo plenamente com os adultos que sempre disseram isso. Não que as outras novelas não ensinem as mesmas coisas, quiçá pior, mas Malhação é e sempre foi, destinada ao público juvenil. E pelo horário é quase improvável não ser assistida por crianças.
Confesso que quando criança, eu assistia (assiduamente) e isso nunca influenciou no meu caráter. Mas talvez, por eu sempre ter tido uma boa base familiar e bom diálogo com meus pais. Mas e quanto aos que não tiveram a mesma "sorte" que eu?
E essa história de que "Malhação" é uma ESCOLA para os atores, é  papo mais furado do que dizer que uma pessoa feia, tem uma "Beleza Exótica".
Se é escola, então quer dizer que é só eu achar que tenho talento para ser atriz, ser "contratada" pela Rede Globo, estar em uma novela transmitida internacionalmente, sem saber de nada? Ser paga e conhecida no mínimo, nacionalmente, para aprender a ser atriz? Então tá né.
Essa escola, lê-se geladeira, é onde a rede Globo "enfia" seus atores que estão há algum tempo parados, estão "perdidos do gosto popular"... É aonde ela coloca as novas contratações e algumas não tão novas, onde ficam os que já trabalharam em outras novelas, mas que ainda causam dúvidas se valem a pena mante-las no monopólio televisivo, ou chota-las para a Rede Record, prova disso é o acervo de atores jovens e não tão jovens da própria emissora do Bispo.
No começo desse ano, cogitou-se o FIM todos comemoram desse folhetim. Mas INFELIZMENTE era uma falsa notícia :/
E mesmo que isso me doa, vejo que essa pérola da nossa televisão brasileira, não terá fim tão cedo.
Enquanto houverem pessoas alienadas e propícias a assistirem a mesma, enquanto houverem atores/atrizes renomados se submetendo a tamanha "humilhação" de atuarem numa trama desse porte, meus netos vão ter o desprazer de conviver com tantos "TALENTOS".

1046 - Alô mãe Dináh!

Não é um dos meus melhores, mas espero que gostem.
Muaaaaaack.
Marina Morena.

Parâmetros

Olá, leitores, hoje falaremos sobre parâmetros, e a (falta de) noção de coisas sobre a vida. vejam essa foto abaixo:


Essa é Milena Toscano, atriz global relativamente conhecida e incrivelmente bonita. Até por ser bonita do jeito que é, os jornalistas eventualmente a perguntam se ela vai posar nua. Ela respondeu essa pergunta dias atrás no Rock in Rio. Ela diz que posaria, por 1,5 milhão de reais.

Vamos a um ponto básico sobre isso, eu já cansei de ver gente dando essa resposta, mas vamos analisar isso por um instante e fazer uma pergunta fundamental: é possível uma revista pagar tanto assim pra alguém pra posar nua? Atualmente não. Primeiro que é preciso ter o retorno financeiro disso, o que vai ser difícil de se conseguir em tempos que a revista vaza na internet primeiro dias antes de estar nas bancas. Sem falar que nos últimos tempos só soube de uma pessoa que recebeu uma proposta de 1 milhão e recusou, a hypada Paola Oliveira, que seria garantia de boas vendas mesmo se o ensaio for mequetrefe estilo Grazi Massafera. Cléo Pires recebeu algo em torno disso ano passado. Mas não acho que Milena Toscano terá um cachê tão alto oferecido tão cedo. Mesmo com os padrões da Playboy sendo meio estranhos, como pagando 2 milhões pro ensaio da Galisteu de 2 meses atrás.

Sabe qual seria o melhor tempo pra se pedir um cachê assim? Por volta de 15 anos atrás, quando as dançarinas do Tchan botavam as vendas nas alturas e abriam o caminho pra vendas históricas, Marisa Orth, Feitceira, Tiazinha... essas duas últimas poderiam ter pedido o quanto quisessem que o retorno seria garantido. O único detalhe é que 1 milhão em 1998 era muito mais difícil de se conseguir do que hoje em dia, valia mais, mas ainda assim.

E tem outra coisa também, tem um monte de atrizes que todo mundo gostaria de ver nua(Dira Paes, Mariana Ximenes, Fernanda Vasconcellos, Fernanda Souza, Taís Araújo, só as que lembrei de cabeça agora), o que o povo ainda não se deu conta ainda é que uma boa parte tem uma boa chance de aparecer ou já ter aparecido nua num filme nacional, a própria Milena Toscano é uma que já apareceu, Ximenes é outra, a tendência é da venda de revistas cair ao longo dos anos e os cachês caírem junto, só pra ter ideia de vendas, vejam esse artigo com os dados de vendas da Playboy.

Mas elas vão se dar conta disso? Provavelmente não, e assim a revista fica cheia de gente que ninguém se importa muito(tipo a capa desse mês com a tal mulata difícil do Zorra Total) ou de ensaios sem graça(ou incrivelmente photoshopados como o da Mulher Melão). Mas vamos esperar, nessas horas o tempo é o senhor da razão. Isso sem falar daquelas que todos querem ver na revista mas não precisam do dinheiro, pois já o tem e também tem prestígio(Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Sandy...)
.
Jackal(que a propósito tá achando esse ano um lixo em matéria de Playboy)

Jackal 2(Quero aproveitar esse post pra anunciar que tempos uma nova integrante no blog, Marina Morena, ela deve postar já já)

domingo, 2 de outubro de 2011

Grandes Filmes: Pateta, o Filme (1995)



Capa original do VHS nacional lançado em 1996


Quando se fala de Disney e década de 90, se pensa logo em O Rei Leão, Toy Story, A Bela e A Fera, Tarzan, até mesmo em A Pequena Sereia, que é de 1989, mas teve a série animada na década seguinte. Entretanto, existe um grande filme que é desconsiderado e até mesmo desconhecido pra muita gente e é um dos maiores da década. Estou falando de Pateta, O Filme.


Esse é só o trailer, você pode ver o filme completo nesse post seguindo os videos.

Pateta tinha ganho certa notoriedade na década quando fizeram Goof Troop(ou A Turma do Pateta) em 1992. Durou os 65 episódios habituais que muita coisa da Disney durava, mas resolveram fazer um filme, o primeiro protagonizando Pateta na história da empresa.

A trama é interessante porque lembra um pouco Angus, mas só um pouco. Pateta trabalha como fotógrafo numa loja com o clássico João Bafo de Onça. Max, agora adolescente, tenta impressionar Roxanne, uma garota a qual ele é apaixonado, mas ele é tímido e ainda tem um pouco de vergonha do pai e da risada que ele herdou dele. Assim como no desenho, seu fiel escudeiro é P.J., além de um novo amigo, Bobby, que ajuda no plano pra tentar conquista-la. O plano consiste em fazer uma performance parecido com o ídolo do momento, POWERLINE, o que ele meio que consegue, como visto abaixo:




Apesar de não ter dado muito certo, na detenção ele encontra Roxanne e acaba marcando algo com ela.. Tudo deu certo e ele comemorou com MAMBO. O que complicaria o plano é o fato de que o diretor deu uma apavorada no Pateta falando que se ele seguisse por esse caminho ele iria parar na cadeira elétrica, tudo isso por causa do mambo. Assustado, ele decide botar o pé na estrada com o filho nas férias, indo pra um lugar bem longe de Los Angeles pra pescar. Max só descobre isso quando eles já estão na estrada, o que o deixa bem puto, pois ele tava aproveitando o sucesso de seu plano. Antes de sair pra estrada ele para na casa da Roxanne e mente pra ela falando que iria pro show do Powerline em Los Angeles, que o pai dle conhecia Powerline e tudo. Ah, o desespero.





Depois disso eles param num lugar que resume o tipo de diversão preferido de Pateta: um lugar onde você usa chapéu de gambá e pode tirar foto pendurado de cabeça pra baixo com alguns. Max já tava bastante envergonhado, mas claro que tinha como piorar: seu pai, ao tirar a foto com os gambás acabou quebrando o pau onde estava pendurado e um dos animais voou direto pra dentro da camisa de Max. Todo acharam que ele tava dançando, e então toca-se a música e Pateta vai dançar com o filho, que já ta morto de tanta vergonha. Saindo de lá, ele se estressa com o pai e joga o chapéu no chão indo pro carro. A relação fica meio estremecida, e nesse meio tempo eles encontram Bafo e PJ acampando num trailer gigante, totalmente equipado com pista de boliche(aliás, a cena do Bafo no boliche é fantástica, melhor coadjuvante do filme), piscina, quadra de basquete, etc. Enquanto estão lá, Bafo influencia Pateta a se aproximar do filho antes que ele fique descontrolado. E então Pateta tenta aproximar o filho pra ele tentando ensinar como pescar mandando o lançamento perfeito, passado de geração em geração, mas aí eles pescam o Pé Grande:



O Pé Grande os deixa assustados no carro, mas ele é parado pelo poder dos BEEGEES. E então eles comem uma sopa e se aproximam graças a ela. Mas quando Pateta dorme, Max muda o trajeto do mapa pro destino final ser Los Angeles. Depois disso, Pateta confia o mapa à Max, que escolhe lugares mais interessantes pra visitar e assim eles acabam se divertindo por onde passam e se aproximam bastante.



Eles acabam indo parar numa pousada onde Bafo e o filho estão. Bafo acaba escutando Max dizer a P.J. que mudou o mapa pra ir à Los Angeles e lança a intriga pro Pateta, que apesar de confiar no filho acabou olhando pro mapa e vendo a verdade e fica petrificado. A partir daí tem uma bifurcação que define pra onde eles vão, e ele escolhe a de Los Angeles. Pateta para o carro metros depois e eles discutem. Só que ninguém lembrou de puxar o freio de mão, então o carro cai numa cachoeira, e lá eles acertam as contas, com música e tudo.




Após todo esse momento de doçura, eles descobrem que estão numa cachoeira, e tão quase caindo. Max ficou no carro, Pateta tenta pesca-lo, quase consegue, mas ele cai com um para quedas, ta salvo, agora é Max que tem que salvar o pai. Ele manda aquele lançamento perfeito que fisgou o Pé Grande e o salva. E aí eles vão pra Los Angeles. O filme todo é ótimo, mas toda a parte em que eles estão em Los Angeles é perfeita. Acontece muita coisa em pouco tempo, eles entram pelo backstage e logicamente se distraem. Pateta é socado por uma gorda e vai parar num globo de vidro, enquanto Max foge de um segurança. O globo de vidro vai pro palco e explode, Pateta cai de lá e ta na palco junto com Powerline. O filho, num lugar alto perto dali grita pra ele fazer a manobra do lançamento perfeito, que Powerline gosta e imita. Max vai pro palco quando foge do segurança e os três dançam ao vivo na TV. Roxanne fica feliz, Bobby se dá bem, Bafo cospe cerveja na tv e todos ficam felizes. Mas ainda não acabou, Max retorna e vai à casa de Roxanne falar a verdade, descobre que ela sempre gostou dele desde a primeira vez que ela o ouviu rir, a risada que ele tinha vergonha. Aí Pateta cai no telhado e Max o apresenta com orgulho. Todos venceram.



O filme é underrated, ao menos não tem a atenção que merecia da Disney, apesar de ter tido uma continuação(que vou escrever sobre, claro), nunca vi esse em DVD, só tenho o VHS aqui, tive que me lembrar de algumas coisas pelo Youtube mesmo. O melhor desse filme pra mim é a trilha sonora, especialmente Eye to Eye e Stand Out, que foram cantadas por Tevin Campbell, embora hajam especulações que Michael Jackson teve participação na trilha sonora desse filme. Recomendo que assistam, vale a pena. Maior filme.

Jackal(que vai procurar pra comprar no aniversário, esse filme me faz bem.)

Jackal 2 (se alguém quiser ver o filme dublado, aqui está o link, gosto dessa dublagem)

Bônus:

Jackal avalia: Ballblazer Champion




Senhoras e senhores do blog, ontem eu encontrei um dos meus antigos jogos de Playstation 1 e, apesar de eu nunca ter tido cuidado com esse jogos, esse funcionou perfeitamente. Hoje falaremos de um jogo que provavelmente muitos de vocês não lembram ou ouviram falar, Ballblazer Champion, da Lucas Arts.



O jogo é um FUTENAVE, você ta no comando de uma nave e tem que pegar a bola flamejante e marcar gols. Não é tão simples como parece, existem itens que ajudam ou atrapalham, os campos onde você pode jogar são de uma variedade gigantesca, seja na maneira de andar por eles, a disposição dos itens e até mesmo o formato e a localização dos gols muda bastante de um lugar pro outro. Pra vencer a partida é necessário vencer dois rounds de 4 minutos, em cada um deles é necessário fazer mais gols que o adversário, sendo o máximo de gols 5. Se houve empate, GOLDEN GOAL.

A variedade de modos é baixa, só há o Tournament e o Freeplay pra 1 ou 2 jogadores, embora nesse freeplay possa ocorrer muita variação. São 8 personagens à disposição, cada um com uma arma default que você pode usar a qualquer hora e ela recarrega de tempos em tempos, além de haver aquelas diferenças básicas de dirigibilidade, velocidade, potência de lançamento da bola, o problema é que não achei nenhum personagem carismático o bastante pra mencionar aqui e assim poder falar de um ponto alto aqui.

Joguei o modo Tournament ontem, onde você joga contra todos nos 12 campos do jogo, existem campos planos, fáceis de se trafegar, além de outros bem mais complicados, como as duas fases que são jogadas em tubos de gravidade zero. Os campos podem ser bem traiçoeiros, com áreas vermelhas, que não te permitem usar o turbo, rampas em lugares sem sentido, existe uma fase bem demorada pra conseguir chegar ao gol, e quando se chega lá, existem dois gols, um aberto e um, alternando toda hora. Ah, vencendo você ganha pontuação de prêmio e com ela você dá um upgrade na nave, que é bastante necessário.

Agora, sobre a inteligência artificial, é incrivelmente chata, manja as suas manhas direitinho e pode te massacrar se você insistir na mesma estratégia por dois rounds seguidos. É verdade, aconteceu comigo. A AI desse jogo vai te fazer mudar seu estilo de jogo em algum momento, caso contrário, você pode perder sem nem saber onde estava a bola(também aconteceu aqui), e conforme você vai avançando, a AI chega a ficar roubada de tão apelona de você pegar a bola e ela ir direto pro adversário sem você fazer nada. Eu perdi na última fase(ou penúltima, acho que tinha um chefe depois, que era um canyon, onde o gol era no centro do campo ao invés de ser nos cantos, até eu aprender isso já tinha perdido um round e meio.

Agora, avaliando tecnicamente o jogo:

Gráficos: Muito bons pro PSX, as CGS são bonitas também, muito boas pra 1997.

Jogabilidade: Provavelmente o ponto fraco desse jogo, é boa no geral, mas há problemas em relação à movimentação da nave, especialmente pra andar sem usar o turbo toda hora. Fora isso, é ótimo, seja pra usar itens, não há atraso pra chutar a gol ou algo que comprometa o espetáculo.

Som: Os efeitos sonoros são apropriados pro jogo que é, a trilha sonora é boa, mas não memorável, não é algo que eu vá correndo no Galbaldia pra baixar.

Diversão: Sempre gostei desse jogo, é um dos primeiros que joguei no PSX, e me espanta que as pessoas na época não entendiam como esse jogo funcionava, é bem simples e divertido. Só há uma ressalva que não há muito fator replay depois que você termina o Tournament, só jogando com outra pessoa o jogo se torna bastante rejogável.

Enfim, é um jogo que eu recomendo bastante, não envelheceu mal e é bastante divertido. Baixem e joguem.

Jackal(que verá em breve se outro velho jogo de PSX, Punky Skunky ainda funciona pra fazer um review)

A vitória do povo brasileiro contra o som original.

Goodbye English?


Meu sonho um dia foi ter TV por assinatura. Ver tudo original, ficar atualizado em relação às séries não depender da Globo e seu descompromisso de não mostrar a abertura original das séries que exibe ou do SBT e as invenções que eles dão ao nome de suas séries(Twins virando QI da Loira, por exemplo). Mais do que isso, eu queria ouvir com o som original, sempre há uma piada que se perde na tradução, a dublagem nunca fica a altura do orginal, etc. Isso vale pra files também.

O sonho se realizou e faz quase um ano que eu tenho TV por assinatura. Poucos anos atrás, eu já tinha visto com maus olhos o fato da Fox ter mudado todo o seu conteúdo pra dublado, eu vi a comoção que foi na época, a Fox amargou um tempo de merda por essa decisão, mas agora que a TV por assinatura se tronou algo mais acessível, eles estão disparando na audiência, agora todo mundo tá copiando. O problema é que o FX é da Fox, e eles aderiram recentemente a isso de passar tudo dublado, algo que causou desagrado a mim, uma pessoa que sempre assistiu o canal. Tem a opção pra por em inglês, verdade, mas ainda assim sinto uma sensação de derrota e não sei o porque. É uma vitória de gente como minha mãe, que sempre quis tudo fosse dublado e agora tá tendo um presente de Natal adiantado com isso.

O que acontece, usando termos modernos, é uma orkutização da TV a cabo nacional. Como se já não bastasse essa lei que botaram obrigando os canais a dedicar 30% da programação pra programas nacionais. Sendo que nós descolamos TV por assinatura pra fugir da programação nacional, alguém tá muito esperto lá no Planalto, só não sei quem. Essa orkutização é causada pelo povo que ainda tava em gatonet, o povo de classes baixas, o povo já em uma idade que já querem as coisas mastigadas e "não querem e não vão ler um filme ao invés de ve-lo". E assim a tv perde um pouco de seu diferencial. Eu esperaria isso de canais como o Viva(que passa seus filmes dublados, mas é Globo, não dá pra esperar muita coisa) Imagina quando a Warner resolver passar The Big Bang Theory dublado, que nem tá no SBT, que nem a música original passou ilesa.

Algumas dublagens são boas? Claro, geralmente a dos anos 80, boa parte das dos '90s e algumas específicas atuais(Big Bang Theory não é uma dessas, claro).



Leiam também essa reportagem do Estadão que explicam melhor a situação e além dos relatos de gente que apoia essa decisão tem as justificativas(válidas, por incrível que pareça) pra essa mudança.

Jackal(que não quer um dia esbarrar com The Celebrity Apprentice ou Seinfeld dublados. Ou pior, Ricky Gervais Show.)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rock in Rio: meu review do dia 23.

E eis que meses depois de ficar numa fila gigantesca pra conseguir o ingresso chega o dia de ir no Rock in Rio, momento histórico, evento voltando pra cidade, comoção gigantesca, etc. Os portões abriam às 14h, mas cheguei um pouco depois e antes de chegar já tinha uma fila gigante(a do dia seguinte tava maior que aquilo ainda ao meio dia, mas enfim) pra entrar, foram uns minutos e talvez um quilômetro pra chegar no fim da fila, repleta de ambulantes nos lados vendendo bebidas a preços não tão elevados, especialmente se comparar com lá dentro.

E então a fila anda e depois de uns 10 minutos consigo entrar, mas ainda falta passar por um monte de portões e ser revistado. Não fizeram um bom trabalho nisso, deu pra trazer comida facilmente e depois vi que tinham uns chaveiros do Rock in Rio que poderia ter vendido que por algum motivo não fizeram o detetor do segurança apitar. E então finalmente nos deixam entrar e quanto entramos o timing foi perfeito, pois tava tocando justamente essa música:


(Trivia: Roupa Nova fez o tema do Rock in Rio, mas nunca se apresentou em um)

O lugar é gigante, leva algum tempo pra ir de um lugar pra outro, o primeiro lugar pro qual eu fui foi a Rock Street, realmente, o lugar parecia mesmo New Orleans, tinha até uma cartomante por lá, mas a fila tava grande e deixei pra lá. Dava pra se ouvir o que tava tocando em qualquer lugar da rua por causa das caixas de som no alto das casas/stands, o palco ficava no centro da rua, era tipo um coreto, quem tava se apresentando naquela hora eram dois senhores já com uma certa idade, mas com bastante vitalidade, um deles tava ESMERILHANDO num solo de gaita, pena que não gravei. Também andava por ali uma banda só com instrumentos de sopro parecendo aquelas bandas que tocam em praças, só que melhorada. E mais à frente estava a área de música eletrônica, totalmente prateada e vazia, já que as atividades por lá só começariam às 22h.

Depois disso foi a hora de explorar o local e ver os stands, no da Coca-Cola você fazia alguma palhaçada que eventualmente aparecia no telão no intervalo entre os shows, outros stands davam brindes, alguns bem úteis, como a poltrona inflável da Claro e outros como o palito de fósforo inflável da Volkswagen. No stand da Trident tinha uma banda e você poderia cantar uma música(do catálogo deles, bem pobrinho, diga-se), de noite eu cantei por lá, no intervalo entre o show do Paralamas e o da Claudia Leite. Haviam stands vendendo discos de vinil, a Taco tava vendendo caro suas calças(normal) e havia uma luta-livre de dedões no stand do Club Social.

Falando nisso, vamos a questão da comida: o Bob's tá caro, tirei até uma foto da lista de preços pra provar isso. Não comi lá, eu comi no Doggis, o cachorro quente não é muito caro e é muito bom. Tinha uma variedade muito grande de lugares pra comer, Domino's, Spoleto, dois lugares com frozen yogurt, etc. Aliás, num desses lugares de frozen yogurt tomei um frozen de caipirinha, o qual fiquei discutindo se era alcoolico ou não por uns 10 minutos com a moça, que disse que aquilo tinha essência de vodka. Achei bom e não fiquei bêbado, então tudo bem. Agora, vamos aos shows:

Paralamas/Titãs
A abertura oficial do evento foi linda, não tem o que falar. Milton Nascimento cantando Love of My Life... pensa que poderia ser um cantor ruim fazendo isso. E então começa o show. Só tocou música boa deles, todo mundo cantando, até Maria Gadu(!) foi bem cantando Loirinha Bombril. Só reclamo que não dava pra se ouvir muito a orquestra e também porque não tocaram Lanterna dos Afogados.


Claudia Leite
Fiz a coisa mais lógica: fui dar uma volta e fazer algo de útil na minha vida, acabei encontrando a Diana do BBB dando entrevista e tirei fotos com ela. Depois fui no stand da Trident cantar You're Still The One, certamente não há videos disso(tomara). Aí eu me dei conta de que podia aproveitar esse povo saindo e pegar um lugar razoável(os bons tavam com pessoas que não saíram dali desde as 14h). E lá fui eu, abrindo caminho com uma mochila gigante e avançando, aí ela faz algo que faz toda a diferença e me faz avançar bastante. Sabe essa parada do caranguejo, que fodeu com a vida de muita gente e fez com que ela fosse vaiada? Houveram vencedores nisso, eu fui um deles, pois essa merda de caranguejo quase me levou, mas consegui me segurar, e quando esse povo se separava abria um vão que era só andar e descolar lugar. Enfim, sobre o show, o contraste é grande se comparar os outros do estilo na noite, a música é um lixo, ela tava achando que tava sendo foda, mas não foi assim que funcionou, já passou vergonha internacional na porra do Miss Universo com aquele tal de Locomotion Batucada e aí faz um caminhão de merda e ainda me vem cornetar os gringos, reclamando que Rihanna tava querendo mostrar a bunda, sendo que ela fez o mesmo. Ah, a hipocrisia. E outra, gente que veio de fora e ensaiou muito menos que você no palco não fez essa vergonha aqui:



Katy Perry

Me arrastei o máximo que pude pra frente e acabei indo parar num grupo de fãs dela. Antes do show apareceu alguém atirando doces no público. O bom de ter ficado por ali é que as fãs sabiam os nomes das músicas, então eu não ficava tão deslocado. Ela é incrivelmente gostosa. A galera vaiou aquele moço que subiu no palco quando ele disse que era de Sorocaba. Quanto ao show, ela desafinou bastante, e acho que a última música foi playback. Os músicos são bons ao vivo e as backing vocals se esforçaram pra animar o público quando a Katy foi trocar de roupa.

Elton John

Melhor show dos dois primeiros dias, tem nem o que discutir, o problema é que lançaram pérolas aos porcos. Eu consegui chegar mais a frente, mas ainda meio distante do palco. E tinha um monte de gente ao meu redor reclamando de ter show dele. Resolvi esperar, ele responderia isso com a música. Aí ele entra, Saturday's Night Alright For Fighting, ótimo. Achei que a banda tivesse um pouquinho reduzida, aí notei a dupla com os violoncelos. A questão nessa música é que quando ele resolve fazer um pequena improvisação, tem um princípio de vaia justamente na parte que eu tou, felizmente o som da tv não pegou, até revi o show pra confirmar isso. Fiquei bem temeroso com o resto do show. Mas tudo correu bem, eu vi a melhor versão já feita de Levon, a melhor de Rocket Man:



O problema é que pra cada um de mim, que cantava a plenos pulmões a cada música, haviam uns 30 mornos, aí fodia tudo. Ao menos eles aplaudiram reconhecendo em dados momentos, como em Hey Ahab. A propósito, uma reclamação que ouvi dias depois do show é que ele não cantou as músicas clássicas dele, gente, vão pra puta que os pariu, pra casa do caralho, olha essa setlist:


SÓ. TEM. CLÁSSICO. O menos clássico que tem aí pra cá pra Brasil é Levon, cacete. Ou clássico pra vocês são aquelas porras de Nikita ou pior ainda, Sacrifice? Aquilo ali é tão meloso que nem eu gosto, e olha que eu gosto de Blue Eyes. Vão ouvir música, vão conhecer música de verdade ao invés de ficar ouvindo esse troço descartável. E outra, o pessoal que reclamou que o show dele foi parado, com música parada tem mais é que calar a boca também, desde quando a qualidade do show é medida pela quantidade de macaquice que alguém faz no palco? Tem que saber fazer música também.

Enfim, o show correu tranquilamente, mas a falta de colaboração do público tava me deixando bem preocupado, Crocodile Rock foi um exemplo disso:



Na hora do "la, la la la la lah" vocês tão ouvindo fraco, correto? Na minha área só tinham eu e mais uns 6 fãs gritando, e com força, pra ver se reforçava o grito, mas no geral eu não ouvi grito quase nenhum. Isso tudo com o Elton tentando puxar aplausos lá no palco, ele não precisa disso. E o show acabou ali, sem ele tocar Your Song. Por que? Minha teoria é que a produção cortou o microfone dele quando saiu do palco, sendo que haveria um bis. E talvez os gritos chamando pela Rihanna ajudaram. Bando de imbecis. Se ele reclamar falando que esse país não tem educação eu não vou ter nada pra dizer, foi uma vergonha.

Eu não tinha noção de nada disso na hora, tava atordoado com o fato de ter achado que ninguém colaborou com ele e também cheio de dores no corpo, então me arrastei dali prum lugar de grama sintética e fiquei deitado ali por um bom tempo, por tanto tempo que quando levantei o show da Rihanna ainda não tinha começado(porque ela tava tendo festinha no camarim com Katy Perry, mes enfim). Não tinha mais condição de assistir show, então fui embora, curiosamente com metade do público, acho que eles queriam pegar o ônibus cedo.

Valeu totalmente a pena ter ido, foi um dos melhores dias da minha vida e além do que, saí de lá com a poltrona inflável e descobri uma rede de fast food boa, dia perfeito.

Jackal(que ainda foi no dia seguinte, mas não vale a pena muito a pena falar sobre.

EDIT: Claudia Leite tem que ir dar meia hora de cu todo dia pra ir calar a boca, olha a merda que ela fala, tá chamando todo mundo de nazista. Pra que conste, eu me acho superior sim por gostar de ouvir o que ouço, sou um nazista preto, dona Leite? Nem sabia que você sabe quem é John Coltrane, aliás.

Pra quem quiser saber o que eu ouço, ver aqui.