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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rock in Rio: meu review do dia 23.

E eis que meses depois de ficar numa fila gigantesca pra conseguir o ingresso chega o dia de ir no Rock in Rio, momento histórico, evento voltando pra cidade, comoção gigantesca, etc. Os portões abriam às 14h, mas cheguei um pouco depois e antes de chegar já tinha uma fila gigante(a do dia seguinte tava maior que aquilo ainda ao meio dia, mas enfim) pra entrar, foram uns minutos e talvez um quilômetro pra chegar no fim da fila, repleta de ambulantes nos lados vendendo bebidas a preços não tão elevados, especialmente se comparar com lá dentro.

E então a fila anda e depois de uns 10 minutos consigo entrar, mas ainda falta passar por um monte de portões e ser revistado. Não fizeram um bom trabalho nisso, deu pra trazer comida facilmente e depois vi que tinham uns chaveiros do Rock in Rio que poderia ter vendido que por algum motivo não fizeram o detetor do segurança apitar. E então finalmente nos deixam entrar e quanto entramos o timing foi perfeito, pois tava tocando justamente essa música:


(Trivia: Roupa Nova fez o tema do Rock in Rio, mas nunca se apresentou em um)

O lugar é gigante, leva algum tempo pra ir de um lugar pra outro, o primeiro lugar pro qual eu fui foi a Rock Street, realmente, o lugar parecia mesmo New Orleans, tinha até uma cartomante por lá, mas a fila tava grande e deixei pra lá. Dava pra se ouvir o que tava tocando em qualquer lugar da rua por causa das caixas de som no alto das casas/stands, o palco ficava no centro da rua, era tipo um coreto, quem tava se apresentando naquela hora eram dois senhores já com uma certa idade, mas com bastante vitalidade, um deles tava ESMERILHANDO num solo de gaita, pena que não gravei. Também andava por ali uma banda só com instrumentos de sopro parecendo aquelas bandas que tocam em praças, só que melhorada. E mais à frente estava a área de música eletrônica, totalmente prateada e vazia, já que as atividades por lá só começariam às 22h.

Depois disso foi a hora de explorar o local e ver os stands, no da Coca-Cola você fazia alguma palhaçada que eventualmente aparecia no telão no intervalo entre os shows, outros stands davam brindes, alguns bem úteis, como a poltrona inflável da Claro e outros como o palito de fósforo inflável da Volkswagen. No stand da Trident tinha uma banda e você poderia cantar uma música(do catálogo deles, bem pobrinho, diga-se), de noite eu cantei por lá, no intervalo entre o show do Paralamas e o da Claudia Leite. Haviam stands vendendo discos de vinil, a Taco tava vendendo caro suas calças(normal) e havia uma luta-livre de dedões no stand do Club Social.

Falando nisso, vamos a questão da comida: o Bob's tá caro, tirei até uma foto da lista de preços pra provar isso. Não comi lá, eu comi no Doggis, o cachorro quente não é muito caro e é muito bom. Tinha uma variedade muito grande de lugares pra comer, Domino's, Spoleto, dois lugares com frozen yogurt, etc. Aliás, num desses lugares de frozen yogurt tomei um frozen de caipirinha, o qual fiquei discutindo se era alcoolico ou não por uns 10 minutos com a moça, que disse que aquilo tinha essência de vodka. Achei bom e não fiquei bêbado, então tudo bem. Agora, vamos aos shows:

Paralamas/Titãs
A abertura oficial do evento foi linda, não tem o que falar. Milton Nascimento cantando Love of My Life... pensa que poderia ser um cantor ruim fazendo isso. E então começa o show. Só tocou música boa deles, todo mundo cantando, até Maria Gadu(!) foi bem cantando Loirinha Bombril. Só reclamo que não dava pra se ouvir muito a orquestra e também porque não tocaram Lanterna dos Afogados.


Claudia Leite
Fiz a coisa mais lógica: fui dar uma volta e fazer algo de útil na minha vida, acabei encontrando a Diana do BBB dando entrevista e tirei fotos com ela. Depois fui no stand da Trident cantar You're Still The One, certamente não há videos disso(tomara). Aí eu me dei conta de que podia aproveitar esse povo saindo e pegar um lugar razoável(os bons tavam com pessoas que não saíram dali desde as 14h). E lá fui eu, abrindo caminho com uma mochila gigante e avançando, aí ela faz algo que faz toda a diferença e me faz avançar bastante. Sabe essa parada do caranguejo, que fodeu com a vida de muita gente e fez com que ela fosse vaiada? Houveram vencedores nisso, eu fui um deles, pois essa merda de caranguejo quase me levou, mas consegui me segurar, e quando esse povo se separava abria um vão que era só andar e descolar lugar. Enfim, sobre o show, o contraste é grande se comparar os outros do estilo na noite, a música é um lixo, ela tava achando que tava sendo foda, mas não foi assim que funcionou, já passou vergonha internacional na porra do Miss Universo com aquele tal de Locomotion Batucada e aí faz um caminhão de merda e ainda me vem cornetar os gringos, reclamando que Rihanna tava querendo mostrar a bunda, sendo que ela fez o mesmo. Ah, a hipocrisia. E outra, gente que veio de fora e ensaiou muito menos que você no palco não fez essa vergonha aqui:



Katy Perry

Me arrastei o máximo que pude pra frente e acabei indo parar num grupo de fãs dela. Antes do show apareceu alguém atirando doces no público. O bom de ter ficado por ali é que as fãs sabiam os nomes das músicas, então eu não ficava tão deslocado. Ela é incrivelmente gostosa. A galera vaiou aquele moço que subiu no palco quando ele disse que era de Sorocaba. Quanto ao show, ela desafinou bastante, e acho que a última música foi playback. Os músicos são bons ao vivo e as backing vocals se esforçaram pra animar o público quando a Katy foi trocar de roupa.

Elton John

Melhor show dos dois primeiros dias, tem nem o que discutir, o problema é que lançaram pérolas aos porcos. Eu consegui chegar mais a frente, mas ainda meio distante do palco. E tinha um monte de gente ao meu redor reclamando de ter show dele. Resolvi esperar, ele responderia isso com a música. Aí ele entra, Saturday's Night Alright For Fighting, ótimo. Achei que a banda tivesse um pouquinho reduzida, aí notei a dupla com os violoncelos. A questão nessa música é que quando ele resolve fazer um pequena improvisação, tem um princípio de vaia justamente na parte que eu tou, felizmente o som da tv não pegou, até revi o show pra confirmar isso. Fiquei bem temeroso com o resto do show. Mas tudo correu bem, eu vi a melhor versão já feita de Levon, a melhor de Rocket Man:



O problema é que pra cada um de mim, que cantava a plenos pulmões a cada música, haviam uns 30 mornos, aí fodia tudo. Ao menos eles aplaudiram reconhecendo em dados momentos, como em Hey Ahab. A propósito, uma reclamação que ouvi dias depois do show é que ele não cantou as músicas clássicas dele, gente, vão pra puta que os pariu, pra casa do caralho, olha essa setlist:


SÓ. TEM. CLÁSSICO. O menos clássico que tem aí pra cá pra Brasil é Levon, cacete. Ou clássico pra vocês são aquelas porras de Nikita ou pior ainda, Sacrifice? Aquilo ali é tão meloso que nem eu gosto, e olha que eu gosto de Blue Eyes. Vão ouvir música, vão conhecer música de verdade ao invés de ficar ouvindo esse troço descartável. E outra, o pessoal que reclamou que o show dele foi parado, com música parada tem mais é que calar a boca também, desde quando a qualidade do show é medida pela quantidade de macaquice que alguém faz no palco? Tem que saber fazer música também.

Enfim, o show correu tranquilamente, mas a falta de colaboração do público tava me deixando bem preocupado, Crocodile Rock foi um exemplo disso:



Na hora do "la, la la la la lah" vocês tão ouvindo fraco, correto? Na minha área só tinham eu e mais uns 6 fãs gritando, e com força, pra ver se reforçava o grito, mas no geral eu não ouvi grito quase nenhum. Isso tudo com o Elton tentando puxar aplausos lá no palco, ele não precisa disso. E o show acabou ali, sem ele tocar Your Song. Por que? Minha teoria é que a produção cortou o microfone dele quando saiu do palco, sendo que haveria um bis. E talvez os gritos chamando pela Rihanna ajudaram. Bando de imbecis. Se ele reclamar falando que esse país não tem educação eu não vou ter nada pra dizer, foi uma vergonha.

Eu não tinha noção de nada disso na hora, tava atordoado com o fato de ter achado que ninguém colaborou com ele e também cheio de dores no corpo, então me arrastei dali prum lugar de grama sintética e fiquei deitado ali por um bom tempo, por tanto tempo que quando levantei o show da Rihanna ainda não tinha começado(porque ela tava tendo festinha no camarim com Katy Perry, mes enfim). Não tinha mais condição de assistir show, então fui embora, curiosamente com metade do público, acho que eles queriam pegar o ônibus cedo.

Valeu totalmente a pena ter ido, foi um dos melhores dias da minha vida e além do que, saí de lá com a poltrona inflável e descobri uma rede de fast food boa, dia perfeito.

Jackal(que ainda foi no dia seguinte, mas não vale a pena muito a pena falar sobre.

EDIT: Claudia Leite tem que ir dar meia hora de cu todo dia pra ir calar a boca, olha a merda que ela fala, tá chamando todo mundo de nazista. Pra que conste, eu me acho superior sim por gostar de ouvir o que ouço, sou um nazista preto, dona Leite? Nem sabia que você sabe quem é John Coltrane, aliás.

Pra quem quiser saber o que eu ouço, ver aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Billy Joel - uma análise de sua discografia(e um pouquinho de sua vida)B


Billy Joel. A maior parte das pessoas aqui no Brasil nunca chegou a ouvir alguma música cantada por ele, e se ouviu foi na voz de Barry White, ou então na lamentável versão de Bruno Mars. E esse nem é o maior hit dele. Eu tou vendo uma geração que tá crescendo sem ouvir suas músicas, então pra um serviço de utilidade pública resolvi analisar toda a sua discografia, de 1971 a 1993.



1971 - Cold Spring Harbor



Depois de alguns anos participando de bandas covers dos Beatles por anos, ele consegue seu primeiro contrato em 1971 pra gravar Cold Spring Harbor, um álbum muito baseado no piano, mas que não tem muitas músicas boas, as duas músicas que se destacam mais nesse álbum são Everybody Loves You Now e She's Got a Way(embora elas só vão ter um grande sucesso 10 anos depois), mas o álbum ficou meio comprometido pelo produtor ter mixado de maneira errada, ficou algo tão estranho que na primeira vez Billy o ouviu, arrancou o disco da vitrola, correu pra rua e tacou o disco longe. O álbum é mediano em geral, vale um destaque também essa música:




Piano Man - 1973


Apesar dessa capa vinda direto dum filme de terror é um bom álbum. Tem a eterna Piano Man, composta baseada nas suas experiências tocando em bares em Los Angeles, tem You're My Home, que foi escrita como presente de dia dos namorados pra sua primeira ex-esposa, tem The Ballad of Billy The Kid...
É um álbum melhor estruturado que Cold Spring Harbor, com músicas que usam mais instrumentos e com melhores músicas, músicas que fizeram DOLLY PARTON ganhar um Grammy 25 anos após o álbum, ganhou com essa aqui:


Além disso tem Captain Jack, a canção favorita do estado da Filadélfia desde 1973.

1974 - Streetlife Serenader



No ano seguinte ele lança Streetlife Serenader, um álbum parecido com Cold Spring Harbor em algumas músicas, só que melhorado. A música título é sensacional, temos também de bom The Entertainer, na qual ele critica os executivos e as rádios numa vez só. Entretanto, as melhores do álbum são as que ele tocava nos shows antes de ir pro álbum, no caso Souvenir(música que encerrava os shows até 1987), The Mexican Connection(música de abertura do show) e Root Beer Rag:



Músicas que também se vale a pena dar atenção: Los Angelenos e Last of The Big Time Spenders.


1976 - Turnstiles



Também conhecido como "Los Angeles é uma merda decadente, tou voltando, Nova York". Sério, esse álbum foi feito pra comemorar sua saída de Los Angeles e o retorno pra Nova York. Tanto que tem 3 músicas só sobre New York("Summer, Highland Falls", Miami 2017 e a eterna New York State of Mind), além de uma falando mal de Los Angeles(I'Ve Loved These Days).
Tem também Angry Young Man, Say Goodbye to Hollywood, outra que só emplacou anos depois. É um álbum muito curto, mas muito bom, a única música ruim do álbum é All You Wanna Do Is Dance. Fiquem com essa versão de Miami 2017, uma das poucas músicas que melhoraram depois de ser ajustada ao tom que a voz dele tomou nos últimos anos:



1977 - The Stranger

É talvez o álbum definitivo dele, o mais perfeito, TODAS as musicas são clássicas nesse álbum, até mesmo Everybody Has a Dream(melhor música do álbum), que só foi tocada a vivo pela primeira vez em 1991, tem o seu valor. O álbum é marcado por Only The Good Die Young, Vienna, The Stranger, Movin' Out(que anos depois virou um musical na broadway), Just The Way You Are(que lhe rendeu um Grammy), She's Always a Woman.

Foi O álbum dele, foi a partir daí que o grande público vieram a conhece-lo profundamente.

1978 - 52nd Street


52nd Street. Um álbum com muitos clássicos, alguns obscuros e outros eternizados. Mas esse álbum tem um problema pra ser ouvido. Acontece que tempos atrás encontrei os demos das músicas referentes a esse álbum e a algumas do álbum seguinte a esse, o problema é que as versões demo das músicas é muito superior à versão final, a diferença é gritante. Apesar do álbum ser muito bom, não é um dos meus favoritos. Sem falar que tem outra coisa: tem música aí que fica melhor nas versões mais recentes, quando a voz dele já não atinge tons altos e músicas tiveram que ser reformuladas, esse é o caso de Zanzibar e Stiletto. Uma que a versão final ficou um pouco melhor que a demo foi Closer to Borderline, do álbum seguinte, Glass Houses.

O álbum tem também as clássicas My Life(#3 na Billboard), Honesty(que era melhor no demo) e Big Shot. Além de contar com uma música que era perfeita na versão demo, foi um pouco estragada na versão final e sabe-se lá por que levou 20 anos pra ser executada ao vivo pela primeira vez:



1980 - Glass Houses

Um álbum bem mais voltado pro rock que os outros, até pra tacar uma pedra e quebrar a imagem construída de pianista que só escrevia baladas. O lado A do álbum é repleto de músicas que se tornaram clássicos instantâneos e nunca mais saíram da setlist dos shows, como You May be Right, Don't Asy Me Why e sua primeira música a ser tornar #1 na Billboard, It's Still Rock and Roll To Me. All For Leyna é uma das mais lembradas pelo fãs como uma música subestimada, quase nunca ouvida em shows desde o fim dos anos 70. No lado B se destacam Closer to Borderline, e Sleeping With the Television On.

1981 - Songs in the Attic

É um ao vivo que na época foi relevante por apresentar aos fãs novos músicas dos álbuns antes de The Stranger e mostra-las sendo tocadas de uma maneira bem melhor do que foi nos álbuns de origem, Como She's Got a Way, Say Goodbye to Hollywood e Captain Jack sendo tocada em Filadélfia. Vale pra ver as músicas sendo tocadas direito, principalmente aquelas do Cold Spring Harbor ou do Streetlife Serenader, que nas gravações da época não foram gravadas com uma banda de confiança. E a grana disso ajudou a fazer o próximo álbum. Mas enquanto isso, fiquem com Los Angelenos:




1982 - The Nylon Curtain



Um álbum bem variado, cujo maior sucesso é uma crítica a recessão da Era Reagan usando como metáfora a cidade de Allentown, na Pensilvania. Além de dedicar umas 4 faixas em homenagem a John Lennon e os Beatles(no caso "Laura," "Surprises," "Scandinavian Skies," e "Where's the Orchestra?"). Scandinavian Skies é estranha, mas boa, temos Goodnight Saigon, que demora pra começar pra valer e critica a situação no Vietnã. A Room of Our Own é uma que foi estragada quando voltou a ser tocada em shows recentemente, mas é excelente. Where's the Orchestra segue a linha de Everybody Has a Dream e no fima da música toca uma reprise, dessa vez de Allentown.

1983 - Innocent Man

Pra mim é o melhor álbum dele. Um álbum de homenagem aos grandes cantores de sua infância e seus estilos musicais. Um álbum que homenageia James Brown com Easy Money, com This Night ele divide créditos da música com Beethoven.

Temos também Leave a Tender Moment Alone, uma homenagem a Marvin Gaye e uma das melhores canções dele, que devido a exigir muito da voz dele ele parou de cantar em 1991. Aí a versão de 83 em Wembley:



Uptown Girl, que homenageia Frakie Valli, é baseada em Christie Brinkley, que também aparece no vídeo. Na época ele tinha acabado de trocar uma Elle Mac Pherson de 16 anos por ela, um bom negócio? Há controvérsias.



Há também Tell Her About It, que homenageia a Motown e programas como os de Ed Sullivan, que aparece no clip da música. E também dá a ideia a Phil Collins de fazer algo parecido com isso 28 anos depois com Going Back, mas enfim ,taí o clip:



Há também uma música a capella, The Longest Time, além de músicas que homenageam até BOB MARLEY(tudo a ver), no caso Keeping the Faith. Além duma música pra pegar de vez a Christie Brinkley, chamada Christie Lee, nada surpreendente pra quem deu uma música de presente pra esposa da época.

1986 - The Bridge

Um álbum subestimado que conta com duetos com Ray Charles em Baby Grand e com Cyndi Lauper em Code of Silence. Músicas que se destacaram aí foram Running on Ice, bem parecida com músicas do The Police, tem This is The Time(que depoisfoi parar nas mãos de John Mayer), tem a fantástica Big Man on Mulberry Street(que teve destaque em um episódio inteiro de Moonlighting na época), a melosa Temptation e A Matter of Trust, onde Billy finge que toca guitarra e a gente finge que acredita:



Tem Modern Woman, que ficou muito bem na Billboard, mas é uma música que não é importante, nem pra mim e nem pra ele, só ver que em todos esses Greatest Hits ela nunca figurou. Falando em greatest hits, ele lançou um em 85, um álbum duplo no qual haviam canções inéditas, essa aqui merece a atençao de vocês:




1989 - Storm Front

Um álbum no qual uma das piores músicas foi #1 na Billboard, no caso We Didn't Start The Fire, uma música a qual todo mundo adora, e o próprio Billy odeia pelo fato de não ter uma variação musical, é sempre a mesma coisa nela. Entre outras músicas temos duas feitas pra futura segunda ex-esposa(That's Not Her Style e Shameless)



Shameless que tempos depois foi estragada por Garth Brooks, nunca se esqueçam disso, crianças. When in Rome é uma música esquecida, mas ótima, há também uma música que foi escrita na época de Innocent Man, mas ficou de fora do álbum por não se encaixar no tema, uma música bem triste, And So It Goes:



O triste foi descobrir enquanto eu pesquisava que LEGIÃO URBANA traduziu e cantou a música anos depois. E puta merda, ficou ruim. Ruim a ponto de ficar furioso como ele ficou na União Soviética em 1987 no meio do show. Além dessa fúria vista aí, da viagem dele a USSR saiu Leningrad, traçando um paralelo entre a sua infância e a de um palhaço russo que ele encontrou durante a turnê.

E temos talvez uma das melhores canções vindas dele, um hino pra pessoas maníaco-depressivas, embora se alegue que essa seja outra música pedindo desculpas pra Christie Brinkley, deve ser mole simplesmente compor músicas pra pd]edir desculpas, já tem 3 só aqui nesse álbum, enfim, tá aí a música:



Infelizmente devido às mudanças em sua voz, a música foi modificada e piorada,a partir do Millennium Concert, embora os problmas ali fossem outros.

Dá pra se destacar também Downeaster Alexa, música que trata da situação dos pescadores de Long Island, heróis da infância dele que estavam em situação difícil devido a falta de peixes nos mares e falta de amparo do governo.

Essa época foi uma época de muita alegria na vida dele, tanto que ele resolveu usar e abusar da voz que ele ainda tinha em pleno vigor, mesmo já tendo passado dos 40(e bebendo muito):



1993 - River of Dreams

Esse é seu último álbum. Foi gravado durante a época em que ele tava quase se divorciando, o que fez com que esse álbum seja mais sombrio do que a maior parte dos outros. Temos aqui músicas para sua esposa, uma falando sobre ela diretamente, Blonde Over Blue(uma das melhores do álbum)
e outra que fala inderaetamente quando fala de fidelidade, All About Soul.

Há também a excelente The Great Wall of China, dedicada ao seu ex-gerente e ex-cunhado que fraudava seu imposto, causando muitos problemas em 1992. E há a futurista e esperançosa Two Thousand Years, que foi destaque no Millennium Concert por ser a música central do show.

A música título desse álbum foi composta praticamente ao mesmo tempo que Lullaby, uma canção pra sua filha. Tanto que na versão demo um interlúdio da música e justamente o começo de Lullaby, vejam:



E por fim, Famous Last Words, uma música belíssima na qual ele se despede de tudo e diz que um dia pode voltar(e os fãs acreditam nisso desde então)


E depois disso?

Ele finalizou seu divórcio com Christie Brinkley e resolveu investir no alcoolismo maciçamente, a partir da turnê de River of Dreams, olhem aquele vídeo de Pressure lá em cima de novo, ele tá bêbado ali. O caso mais gritante de alcoolismo foi justamente no Millennium Concert, onde ele cobrou ingressos de 999 dólares(ah, o simbolismo) e fez um show completamente bêbado, de uma tal maneira que quando lançaram o álbum do show foram cortadas várias músicas nas quais não dava pra fazer overdub, vide Piano Man naquele show:



A verdade é que desde 1993 ele tem vagado por aí fazendo shows, fazendo turnês com Elton John desde 1995, se embriagando e indo pra rehabs e devido a mudança de tom em sua voz vem estragando muitas de suas músicas(I Go To Extremes, o Nylon Curtain inteiro entre outros) e melhorando algumas(Miami 2017, Stiletto, Zanzibar, The Night is Still Young...). Ele escreveu a biografia pra dizer que não vai mais publicar, não quer falar do passado. Elton John tá reclamando dele toda a vida devido à preguiça depois de 20 anos sem gravar nada, sem falar que segundo ele, Billy tá indo em rehab vagabunda. Pra mim ele não encontra a alegria de viver faz alguns anos, mas ele não vai admitir isso.


Enfim, essa é discografia que você precisa ouvir dele, pesquisem e procurem os álbuns, não irão se arrepender.

Jackal(que quer Famous Last Words tocando em seu velório)